quinta-feira, 26 de janeiro de 2012



O desenho infantil é um tema abordado em muitos estudos, ao longo dos últimos anos, em função de sua importância.
Existem muitos trabalhos e livros que buscam direcionar o trabalho do professor para uma prática que melhor desenvolva as habilidades artísticas dos alunos bem como o gosto pela arte.
Segundo Galvão

Toda criança desenha. Mesmo que não seja adequadamente instrumentada para tal, a criança pequena quase sempre encontra uma maneira de deixar, nas superfícies, o registro de seus gestos: se não tiver papel, pode ser na terra, na areia, ou até mesmo na parede de casa; se não tiver lápis, serve um pedaço de tijolo, uma pedra, ou uma lasca de carvão. (1992, p. 53).


Apenas saber que o ato de desenhar é importante, não basta. Além disso, o professor precisa entender quais propostas são mais adequadas para a faixa etária com que trabalha, quais materiais devem ser usados, como o desenho pode ser requisitado nas diferentes situações ocorridas na sala de aula e principalmente que o registro produzido é fruto do momento vivido pelo aluno, de acordo com suas vivências, repertórios e oportunidades de expressão.
Para que possamos compreender melhor, como o professor poderá fazer com que suas aulas de artes caminhem paralelamente com suas demais aulas, apresento a seguir algumas ideias e teorias que auxiliarão no conhecimento do processo de desenvolvimento da arte na criança de 6 anos.
Ainda que os primeiros rabiscos feitos pela criança pareçam aos olhos dos adultos, algo insignificante, sem sentido e feito sem noção, é importante entender que toda criança está em processo de desenvolvimento e que estes rabiscos são feitos com a intenção de explorar os materiais oferecidos e é por meio desta exploração que suas marcas vão ganhando formas e mais tarde serão possíveis de serem identificadas: casa, sol, carro, etc.
Segundo Lowenfeld:
À medida que a criança cresce, já não se satisfaz com a simples e fictícia relação entre seu pensamento imagístico e o que desenha ou pinta.
(1954, p.107)
Geralmente as crianças de seis anos buscam fazer seus desenhos e pinturas de maneira que se aproximem do real. Esta busca, no entanto, pode ser angustiante e frustrante, pois à medida que tenta representar algum desenho observado e por não conseguir se aproximar do que observou, a criança acaba incorporando o discurso de “Não sei desenhar”. Muitas vezes este discurso é alimentado na fala de muitos professores que cobram dessas crianças, desenhos que não pareçam ser produzidos pelas mesmas.
O contato com diferentes materiais para realizarem seus desenhos, pinturas e a apreciação de outras produções artísticas, tanto de artistas renomados como dos próprios colegas, podem contribuir com o desenvolvimento das habilidades artísticas, pois assim os alunos têm a possibilidade de ampliar suas ideias ao começar um novo desenho ou pintura.
Hoje em dia por mais que falamos sobre a importância de deixarmos às crianças explorarem o mundo artístico, deixarem suas marcas no papel etc, notamos que quando é feita a exposição de alguns desenhos feitos pelas crianças, este precisa ter uma “estética” que chame a atenção dos apreciadores e isso faz com que muitos professores não aceitem o desenho criado pelas crianças, não busquem entender o que se esconde por trás daqueles traços produzidos, tão pouco se preocupam em saber que relação afetiva existe entre o desenho e a criança.
No entanto é possível notar quando a obra é ou não da criança, assim como coloca Meredieu, 1974: [...] Como se não soubéssemos até que ponto a criança é condicionada pelo meio, ao falar da espontaneidade do desenho infantil.
Falamos muito sobre o universo infantil no qual, durante muito tempo, a criança era vista como “pequenos adultos” e sua arte considerada fracasso.
Fracasso porque não se buscava olhar para os progressos, que até então se fazia presente nas crianças e oculto para os adultos.
Buscava-se criar futuros grandes artistas, portanto era fundamental que o desenho se aproximasse do real.
A frase de Picasso que diz “Antes eu desenhava como Rafael, mas precisei de toda uma existência para aprender a desenhar como as crianças,” comprova-nos que muito temos para aprender com as crianças e muitos outros artistas buscaram entender que noções, “técnicas“ e outros dons se escondem na criança e como elas criam suas obras.
Quando a criança desenha, mesmo na fase dos rabiscos (muita vezes circulares) no papel. Buscam representar o seu mundo infantil e por ainda não terem construído um repertório de imagens e nem desenvolvido a coordenação motora necessária para representar suas idéias graficamente elas fazem da maneira que conseguem. O adulto ao ter contato com estas produções precisa entender que a criança, muitas vezes, esta testando hipóteses que vão construir formas gráficas que num segundo momento serão usadas, ou não, para criar novos desenhos, essas marcas possuem valores que a criança transmite e daí a grande importância de o adulto encorajá-la a continuar desenhando a fim de progredir no desenvolvimento de suas técnicas e maneira de fazê-los. De acordo com Moreira:
A criança pequena desenha pelo prazer do gesto, pelo prazer de produzir uma marca. É um jogo de exercício que a criança repete muitas vezes para certificar-se do seu domínio sobre aquele movimento.
Para muitos adultos isso é pouco, mas se olharmos para o processo de desenvolvimento destes desenhos será possível perceber o quanto esta fase é importante e revela passos do desenvolvimento da criança.
Infelizmente quando a criança entra no processo de alfabetização a necessidade da escrita imposta pela escola é tão forte que acaba diminuindo o espaço do desenho e, muitas vezes, o resultado disto é crianças que dizem não saber desenhar, a motivação não existe mais e quando crescem se tornam os adultos que não gostam mais de desenhar, ainda de acordo com Moreira:

Muito depressa o desenho- fala se clã, e do desenho- certeza se passa a certeza de não saber desenhar. É muito comum ouvirmos crianças de menos de 10 anos dizerem que não sabem desenhar.
Em poucos anos, o que era uma certeza, algo tão inquestionável como correr e jogar bola parece algo inacessível próprio apenas de artista.
(1993, p 51 e 52)

 Sabemos que existe aulas de artes para estas crianças e na escola a qual fiz a coletas dos dados que serão analisados mais a frente, são duas aulas de artes semanais com um professor especialista e uma aula semanal com o professor polivalente, no entanto estas aulas nem sempre conseguem preencher a lacuna que distancia a criança da vontade de desenhar. O professor se dedica tanto em saber como pode aprimorar sua prática de alfabetização, que acaba não sabendo como conduzir suas aulas de artes. E o professor especialista parece se acomodar diante dos modelos de aulas que já possui não se interessando em inovar, de acordo com Tatit:
[...] Diante da urgência de planejar suas aulas (o professor) acaba por ver-se obrigado a repetir atividades muitas vezes já cansativas para os alunos ou optar por deixá-los livres para fazer o que quiserem o que resulta frequentemente numa experiência vazia.
(2003, pag. 1)

Quando existe um tempo dedicado á arte, ao desenho, este momento vem com regras e modelos “esteticamente corretos”.
E como muitos alunos não conseguem alcançar a “estética desejável” o professor pensa não ser relevante propor diversas situações de desenho e pintura. De acordo com Graciano

Um professor que sabe o que esperar do desenho de seus alunos, nas diferentes fases de seu desenvolvimento, tem mais chances de propor atividades significativas para eles, com menores riscos de esperar resultados que os alunos não podem realizar.
(2007, p.4).

Assim as propostas devem ser pensadas de forma a contribuir para que os alunos consigam vivenciar diferentes formas de fazer desenhos, com diferentes materiais em diversas superfícies identificando quais são apropriadas de acordo com suas vivencias.
Muitas das crianças que entram na sala de aula do primeiro ano encontram-se no nível pré-silábico[1] do processo de alfabetização e assim é comum que em seus trabalhos misturem-se letras e desenhos já esquematizados, pois  mesmo diante da pressão ao ato de aprender a ler e escrever feita pela escola, ainda existe na criança o prazer pelo desenho, pois ainda neste inicio a criança utiliza as imagens para fazer a leitura do mundo que a cerca, segundo Grossi:

Antes que a criança compreenda a possibilidade de que as letras possam ter algum vinculo com a expressão de alguma realidade, isto é, que as letras possam dizer algo, ela faz experiências de ler a realidade em desenhos, gravuras e fotos, ou seja, em imagens gráficas.
(1990, p. 33)

Para saber entender a arte das crianças é importante conhecer os estágios do desenvolvimento gráfico que são nomeados “garatuja, garatuja circular, pré-esquema, esquema e realismo”, que irei aprofundar em outro capitulo partindo da análise dos dados coletados.
É preciso entender esse desenvolvimento, não apenas para criticar o desenho das crianças nem tão pouco classificá-los como fracasso; cada novo traçado representa uma enorme conquista para elas e é de muito valor.
E quando tem a oportunidade de comparar as bolinhas feitas há muito tempo atrás com o boneco que vai representar a mãe, o pai, etc, às crianças ficam ainda mais felizes em perceber seu progresso.
Precisamos trazer sim pinturas e histórias de grandes artistas, mas não com o intuito de fazer com que as crianças sejam copistas das obras e sim que possam ampliar seus conhecimentos artísticos.
Para tanto, cabe ao professor ter clareza do que pretende fazer ao trazer para os alunos obras dos mais diversos artistas, bem como aproximar os alunos da vida do artistas fazendo com que os alunos possam estabelecer comparaes sobre o diferentes modos de desenhar, pintar e a forma de vida do momento em que o trabalho dos artistas eram realizados.
Para isso Tatit esclarece que:


Assim como realçamos a importância de o professor já ter  executado os exercícios antes de propô-los, também nessa atividade ele deve se preparar adequadamente, sobretudo pesquisando sobre o artista, e sua obra, que abordará em aula, localizando os contextos histórico, social, político e artístico com os quais ele se relaciona, para ter subsídios para uma discussãoo proveitosa.
(2003, p. 6)

Entendemos assim que aula de artes, como as demais, necessita de planejamento, devendo levar em consideração os avanços dos alunos, visando uma avaliação processual e os alunos devem ser comparados com eles mesmo, cada um olhando os progressos de suas próprias atividades.
Ainda hoje existem professores que insistem em avaliar os desenhos produzidos pelas crianças, como certos e errados, esta atitude, no entanto tem feito com que muitos alunos se achem incapazes de produzir desenhos e consequentemente percam a vontade de desenhar.



[1] O Pré- silábico é o primeiro dos quatro níveis defendidos por Emilia Ferreiro

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Olá amigos depois de algum tempo longe deste espaço, retorno Hoje dando continuidade ao nosso assunto anterior, o Desenho Infantil.
Depois de ler Ana Angélica A. Moreira, no livro “O espaço do desenho: a educação do educador” percebi que alguns pontos é necessário compartilhar com vocês aqui.



O texto,O DESENHO É LINGUAGEMescrito por Ana Angélica, mostra o quanto é importante ter um olhar atendo aos desenhos das crianças, o quanto se faz necessário aos educadores, ter a clareza de que assim como a linguagem escrita, o conceito de números, o desenho é uma construção que se desenvolve ao longo da vida, das vivencias das oportunidades.
Oportunidades essas que aos poucos vem sendo abolidas da nossa sociedade, que tanto tem se preocupado com a estética, com a melhor representação dos objetos, do mundo.
Não basta apenas saber que toda criança desenha é preciso entender que esse: “toda criança desenha” trás consigo a idéia de uma construção artística ou não, que precisa ser acolhida pelo adulto de maneira a fazer com essas crianças sintam-se a vontade para produzir desenhos que aos poucos vão ganhando novas formas, estruturas realismo.
Entender que os desenhos são os primeiros sinais de escrita (ou tentativa) produzidos pelas crianças, ajuda ao adulto saber, quais avanços têm os autores dos desenhos, qual período, conhecimento da vida possuem.
O desenho possibilita ainda saber muito sobre a criança, alegrias, tristezas, medos e outros sentimentos podem ser grafados nas superfícies, porém devemos tomar cuidado ao questionar a criança quanto o desenho feito.
A autora aborda ainda uma questão um tanto quanto atual, o momento que “o desenho linguagem se cala”, para tentar entender o porquê o desenho linguagem se cala para algumas crianças, lembremo-nos que todo o desenho é uma construção possível a partir de vivencias e oportunidades, aonde durante essa construção (no começo nem tanto) a criança vai sentindo a necessidade de ser fiel ao observado, imaginado ao que se esta desenhando.
E essa busca incansável pelo fiel, faz com que muitas crianças se angustiem pelo sentimento de fracasso e como se não bastasse, o olhar a postura de muitos professores frente aos desenhos destas crianças fazem com que tenham ainda mais convicção de que não sabem mais desenhar, a incapacidade ganha espaço, entra em cena e tira de muitos seres humanos o prazer e espontaneidade do desenho.
O adulto tem se colocado então como máquina destrutiva, de sonhos, oportunidades, de grandes artistas...
Um olhar incentivador para estas crianças pode ser o suficiente para que as crianças continuem a desenhar... para que o desenho linguagem continue a falar.



quarta-feira, 17 de março de 2010

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Certos detalhes nos dão certeza de que existem pessoas especiais,
Assim como você que deixará belas lembranças para todo o sempre:
Vinicius de Moraes

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O Desenho Infantil

Amigos essa é minha última postagem de 2009... aguardo vocês em 2010. abraços e boas festas
O artigo abaixo foi escrito por mim com base na leitura do livro de Florence de Meredieu, ao qual deixo maiores informações ao final.


O texto de Florence de Meredieu, intitulado “O desenho Infantil” aborda a questão do valor que é dado aos desenhos das crianças.
Hoje em dia por mais que se fale em deixar a criança explorar o mundo artístico, deixar suas marcas no papel, etc, vemos que quando precisa expor algum tipo de desenho das crianças, esse precisa ter uma “estética” que chame a atenção dos apreciadores e isso faz com que muitos professores não aceitem o desenho criado pelas crianças, não busquem entender o que se esconde por trás daqueles traços produzidos pela criança, tão pouco se preocupam em saber que relação afetiva existe entre o desenho e as crianças.


O texto descreve também como se deu a descoberta da originalidade do universo infantil onde durante muito tempo a criança era vista como “pequenos adultos” e sua arte considerada fracasso.

Fracasso porque não se buscava olhar para os progressos, que até então se fazia presente nas crianças e oculto para os adultos.

Buscava-se criar futuros grandes artistas, portanto era fundamental que o desenho se aproximasse do real.

Buscavam criar futuros artistas e para isso era importante que seus desenhos dignassem em aprovação adulta.

É importante saber que precisam ser oferecidos ás crianças diferentes ferramentas para produzir seu desenho, a sua arte.


A frase de Picasso que diz “Antes eu desenhava como Rafael, mas precisei de toda uma existência para aprender a desenhar como as crianças,” comprova-nos que muito temos para aprender com as crianças e muitos outros artistas buscaram entender que noções, “técnicas“ e outros dons se escondem na criança e como elas criam suas obras.

A criança está produzindo arte, arte mesmo quando faz apenas rabiscos (muita vezes circulares) no papel. Buscam representar o seu mundo infantil e por ainda não terem construído um repertório de imagens e nem desenvolvido a coordenação motora necessária para representar suas idéias graficamente elas faz da maneira que consegue. Para muitos adultos isso é pouco, mas se olharmos para o processo de desenvolvimento deste desenho percebemos o quanto é uma fase importante.


Infelizmente quando a criança entra na escola a necessidade da escrita é tão forte que acaba diminuindo o espaço que a criança tem para explorar e desenvolver sua arte.

Quando existe um tempo dedicado a arte, ao desenho, este momento vem com regras e modelos “esteticamente correto”.

Quando se tem contato com a escrita, vemos como desenho e letras se juntam, dando mais originalidade aos desenhos infantis, que tem a capacidade de acomodar diferentes conteúdos aprendidos em um desenho.

Para saber entender a arte das crianças é importante conhecer os estágios do desenvolvimento gráfico que são nomeados “garatuja, garatuja circular, pré esquema, esquema e realismo.”


Garatuja: caracteriza-se pelos rabiscos produzidos pelas crianças.

 
Garatuja circular: também são rabiscos, porém circulares geralmente feitos em sentido contrário aos ponteiros do relógio.


Pré esquema: caracteriza-se pela aparência de que tudo na folha “está voando” casa e sol dividem a mesma linha na folha.


Esquema: A criança já desenha um chão para casa, árvores e bonecos, o que pertence a terra fica na terra e o que é do céu fica no céu.


Realismo: tem as mesmas características do esquema, porém mais rico em detalhes.


É preciso entender esse desenvolvimento, não apenas criticar o desenho das crianças nem tão poucos classificá-los como fracasso, cada novo traçado se faz uma enorme conquista para elas e é de muito valor.


E quando tem a oportunidade de comparar as bolinhas feitas há muito tempo atrás com o boneco que vai representar a mãe, o pai etc, ficam ainda mais felizes em perceber seu progresso.


Precisamos trazer sim pinturas e histórias de grandes artistas, mas não com intuito de fazer com que as crianças sejam copistas das obras e sim que possam ampliar seus conhecimentos artísticos.





Livro de Florence


Editora: Sextante


Autor: FLORENCE MEREDIEU


Edição: 8/2001



sábado, 5 de dezembro de 2009

Pulseirinhas coloridas e o conflito escolar.



Pulseirinhas coloridas causam conflitos em uma escola estadual localizada na periferia de São Paulo.

Pessoas de diferentes lugares do país entraram na moda das novas pulseirinhas, que são feita de silicone e com diferentes cores.
O problema começou a surgir, quando se criou a idéia de que estas pulseirinhas fazem parte de um jogo onde cada cor representa uma tarefa que varia de abraço á pratica sexual entre os participantes.
Diante disso resolvi colher informações para tentar entender, como funciona este “jogo”.
Uma escola estadual localizada na periferia de São Paulo está vivendo um verdadeiro conflito por causa dessas pulseirinhas, uma vez que os alunos usam (muitos sem saber deste suposto jogo) e a escola não aceita.
Perguntei a uma aluna desta escola, como funciona este jogo e ela me respondeu:
“É assim se eu estou usando uma pulseira “AMARELA” e um menino vem e consegue arrebentá-la, sou obrigada a dar um abraço nele, mas ai cada pulseirinha tem a sua cor e significado, falei “AMARELA” porque é a mais leve”
Notei que dentro desta escola as maiores situações de confronto ocorrem na hora do recreio e ao participar deste momento não demorou muito até que uma aluna chegasse até mim questionando:
“Professor Porque não “ta” podendo usa mais estas pulseirinhas?”
Respondi que ainda não sabia de muita coisa.
Ainda no pátio da escola, muitos alunos usavam as pulseiras coloridas, até que apareceu uma moça (que em minha opinião faz parte da equipe de limpeza) com uma tesoura e começou a cortar as pulseirinhas dos braços dos alunos.
Outra aluna chegando perto de mim disse:
"Olha! Olha aqui o que ela fez!
Cortou minhas pulseirinhas, eu comprei com meu dinheiro e não com o dela".
Porque que ela fez isso?
Essas famosas pulseiras geraram um grande problema, uma vez que os alunos mesmo sem saber deste jogo são “tratados como participantes”:
Ou pior os alunos não podem usar algo que provavelmente foi adquirido legalmente.
A pessoa que outrora aparecera com ma tesoura na mão, realmente é integrante da equipe de limpeza, porém nos momentos de recreio ela “se transforma” em inspetora é o que demonstra o relato de outra aluna:
“Ela (a inspetora) venho e puxou o meu braço e cortou minhas pulseiras olha a marca dos dedos dela aqui. Minha mãe virá aqui na escola!”
Perguntei a esta aluna se ela sabia o porquê estavam cortando estas pulseirinhas então ela respondeu:
“Ah, os alunos disseram que essas pulseirinhas têm significados e nas ruas têm pedófilos pegando quem usa essas pulseirinhas.”
Alunos têm suas pulseirinhas cortadas e em todos os outros relatos por mim ouvido, isso ocorreu de maneira agressiva pude ver a marca deixada no braço da aluna.
Será essa a solução? Uma coisa seria a escola proibir o uso notificando aos alunos sobre o porquê será tomada tal medida outra coisa bem diferente é a inspetora sair cortando as pulseirinhas de forma agressiva.
Pelo jeito será esta uma situação, com o em muitos casos, com um longo caminho até chegar ao fim.
De um lado alunos que julgam não estar participando de jogo algum, de outro uma atitude precoce, inadequada e mal planejada e que está sendo executada por uma funcionária sobre o mando de alguém, seriam esse alguém a diretora, coordenadora ou professores? Ainda não se sabe.
Porém com a rapidez que este caso vai se agravando é importante definir quem se pronunciará perante aos pais e alunos explicando o porquê desta atitude.
Precisamos entender que os alunos estão o tempo pensado em um modo de driblar os pais, diretores, coordenadores e/ou professores, neste caso uma medida encontrada por eles foi colocar as pulseirinhas na perna numa medida aproximada de 5 cm acima do calcanhar.
Percebi então que para alguns alunos melhor do que ter as pulseirinhas é poder usá-las quando muitos não podem usar ainda que escondido, pois estão de calças e ninguém vê a pulseirinha ao menos que este queira mostrar.
Sendo assim eu pergunto:
Se amanhã ou depois inventarem um jogo onde a cor da roupa usada significa uma ação para aqueles que conseguirem rasgar, essa inspetora sairá a cortar as roupas dos alunos?
Contudo minha intenção neste artigo, não é me posicionar a favor do uso destas pulseirinhas, tão pouco contra.
Mas sim analisar como a falta de diálogo entre diretor/coordenador/professor/ pais e alunos/filhos é capaz de fazer de uma simples situação, um grande problema que pode muito bem render um processo por lesão corporal.
Segue abaixo o significado de algumas destas pulseirinhas consegui esses significados fazendo pesquisas em diferentes sites e com os alunos por conter uma enorme variedade de cores não encontrei de todas.

Amarela - abraço
Rosa - mostrar o peito
Laranja - dentadinha de amor
Roxa - beijo com a língua - talvez sexo
Vermelha - lap dance (dança erótica)
Verde - sexo oral a ser praticado pelo rapaz
Branca - a menina escolhe o que lhe apetecer
Azul - sexo oral a ser praticado pela menina
Preta - sexo com a menina na posição de missionário

Será mesmo que as crianças estão comprando estas pulseirinhas levando em consideração estes significados? O que você acha?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Blogs viram mania e ajudam a divulgar atividades escolares

Diversas escolas da Rede Municipal de Ensino estão utilizando blogs para a divulgação de trabalhos, notícias e atividades diárias, como espaço para debates e para motivar os alunos a ler e escrever mais. Confira a lista.
Textos, vídeos, fotos, brincadeiras, novidades, programas e até recado aos pais. O conteúdo é vasto e variado, mas espaço não falta quando se cria uma página virtual - o tão conhecido blog. Mania já disseminada em todo o mundo, ele chegou também à Rede Municipal de Ensino, onde é usado para a divulgação de trabalhos, notícias e atividades diárias de escolas, como espaço para debates e para motivar - de uma forma descontraída e atual - os alunos a ler e escrever mais.
Animada com as aulas de Informática Educativa, a professora Gladys Gonçalves mobilizou a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Guimarães Rosa em torno do blog da unidade, o BloGui-Gui, de Guimarães Rosa. Lançada em março, a página já recebeu milhares de visitas.
“Acreditamos que o que é feito na escola tem de ser mostrado”, diz a professora. Para ela, o blog possibilita a interatividade entre os estudantes, além de incentivar a comunicação constante, já que, para atrair visitantes, ele deve estar sempre atualizado. “Entrar em um blog com notícias antigas é desagradável”, lembra.

Feito para os pais:
Já a professora Adelma Alcantara, que dá aula para crianças do 2º estágio na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Sérgio Cardoso, criou um blog com um objetivo diferente: aproximar os pais da rotina de seus filhos na escola. “É uma forma de incentivá-los e ajudá-los a participar mais ativamente do processo educativo das crianças e acompanhar o que se trabalha em classe”, explica Adelma.
A aprovação foi tão grande que a escola já prepara um blog da EMEI. “Eles (os pais) vêm trazer os alunos, me fazem perguntas e sugestões para a página. O próximo passo é fazer uma página para divulgar novidades sobre tudo na unidade”, completa Adelma.
para conhecer o blog da Professora adelma digite o seguinte endereço:
http://professoraadelma.zip.net/
fonte/ leia mais em: http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=33662

sábado, 21 de novembro de 2009

3 DIAS DE ARTES

Toda criança desenha. Mesmo que não seja adequadamente instrumentada para tal, a criança pequena quase sempre encontra uma maneira de deixar, nas superfícies, o registro de seus gestos: se não tiver papel, pode ser na terra, na areia, ou até mesmo na parede de casa; se não tiver lápis, serve um pedaço de tijolo, uma pedra, ou uma lasca de carvão.

1º Dia- Pedi aos alunos que colorissem uma folha de sulfite com giz de cera, de forma a preencher todo o espaço em branco.


olha a linha...
ficou assim.
Depois propus a organização de uma exposição no tapete da sala de leitura
Perguntei se dava para deixar mais organizado. "Sim" foi à resposta.

E dava mesmo...


2º Dia- Na sala de informática, espalhei algumas placas de E.V.A.
Quando os alunos chegaram, pedi para escolherem uma das placas.
Após entregar a folhas coloridas, dei um pedaço de algodão e pedi que passassem sobre o giz, para tirar "o grosso".



Depois foi entregue a todos os alunos, tinta preta e pincel.
Pedi que cobrissem toda parte colorida com a tinta preta.




Vamos colocar para secar...




3º Dia- Antes de continuar a atividade preparei um teatro de fantoche (usei um fantoche só) e contei uma história sobre "Nino" um garoto que conheceu a casa do "Papai Noel".
Usei um microfone par fazer a voz de "Nino".

 

Depois da história, fomos ao desenho final, onde entreguei as folhas e pincéis.
Disse que tinha que usar o pincel para raspar a tinta, formando o desenho que desejavam.

 




Ficou assim:



quinta-feira, 12 de novembro de 2009



RELIGIÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS:


Religião na escola? Essa pergunta, que poderia parecer extemporânea, ganha agora atualidade,

ao ser recolocada a partir da discussão da implantação do ensino religioso nas escolas públicas.
Hoje, na sociedade brasileira e, particularmente, no Rio de Janeiro, vemos ressurgir esse tema
bastante controverso, que envolve o Estado e a religião, através de uma questão que sempre foi

delicada: a formação básica oferecida pelas escolas públicas e dirigida aos futuros cidadãos deve

incluir ou não a dimensão religiosa? Dito em outros termos, o ensino religioso deve ser oferecido

nas escolas públicas? Se sim, em que moldes? Se não, por quê? Em que medida a idéia de um

 
Estado laico totalmente separado da esfera religiosa é apenas um mito da república brasileira?

Ou, em que medida as conquistas republicanas do Estado laico e da liberdade religiosa têm ainda

lugar na sociedade brasileira?

Um fato ocorrido no Rio de Janeiro, em 2000, se apresenta como um bom caso para pensarmos e

atualizarmos a discussão sobre este assunto na contemporaneidade, na medida em que uma das

suas conseqüências foi um intenso debate público que envolveu não só distintos atores sociais,

como trouxe à tona as mudanças recentemente ocorridas no campo religioso e na relação entre as

esferas pública e privada. Referimo-nos às discussões em torno da aprovação da lei estadual

3.459, promulgada em 14 de setembro de 2000, pelo então governador Anthony Garotinho. Foi

essa lei que determinou a implantação do religioso confessional nas escolas públicas estaduais do


Rio de Janeiro e acabou provocando um amplo debate que envolveu atores sociais distintos que

buscavam trazer para o centro das discussões as principais implicações decorrentes desse

processo.

De fato, o oferecimento do ensino religioso nas escolas públicas não pode ser tratado

simplesmente como mais um componente curricular. Por trás desse tema está encoberta uma

série de questões bem mais amplas, como a que envolve a dialética entre secularização e
laicidade no interior de contextos socioculturais específicos. Ou seja, tal fato nos remete a uma
discussão que emerge da vida pública, desde a instauração da República: a que se refere aos
distintos sentidos atribuídos à noção de laicidade do Estado (especificamente, o estatuto da


religião na escola), bem como ao direito da liberdade religiosa garantido pela Constituição brasileira.
 
leia mais em: http://www.educacao.ufrj.br/revista/indice/numero2/artigos/egiumbelli.pdf

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A arte de encantar contando Histórias.


Iniciando os combinados antes da história (vide texto abaixo)



A ARTE DE ENCANTAR CONTANDO HISTÓRIAS...


Após inúmeras histórias contadas na EMEI “SÉRGIO CARDOSO”, percebi que contar histórias para as crianças embora pareça uma tarefa fácil de realizar o contador de histórias precisa tomar alguns cuidados ao ponto de conseguir dar vida à história, levantar a curiosidade das crianças.


Fazer com que os pequenos ouvintes sejam motivados a querer saber que fim terá a história.


Então segue abaixo alguns tópicos importantes para contar histórias às crianças.


- O modo como os alunos vão se acomodar para ouvir a história, pode ficar a critério dele próprio o importante é que haja respeito e para isso o contador de história deve estabelecer alguns combinados, que serão executados ao longo da história. Os combinados devem ter significados que motive as crianças a exercê-los.


- Mencionar o nome do livro, editora e autor. É importante fazer com que os alunos tenham essa noção de que uma pessoa escreveu aquela história, uma editora publicou no livro “x”.


- Ao longo da história é comum que algumas crianças fiquem dispersar e em muitos casos interromper a história, daí a importância dos combinados, que dará passe para o seguinte argumento: “Antes de começar a história tínhamos combinado que não poderia atrapalhar os colegas, está me atrapalhando também. etc.”,


A criança dificilmente não se sentira motivada para ouvir a história, quando essa for bem escolhida, contada e que tenha significados próximos dos ouvintes.


Mas em ultimo caso se os alunos começarem a não ter muito interesse (difícil acontecer) o contador de histórias pode utilizar de um recurso, apenas para concluir o livro, mas que irá dar umas quebradas no sentido da história esse recurso é dar um clima que será mais ou menos assim:


“Nossa! Acho que isso é forte! Não sei se mostro.”


“Hum, o que vocês acham que vai acontecer agora?”


- Os alunos devem desenvolver um prazer pela leitura, portanto não se deve cometer o erro de após leitura realizar tarefas estereotipadas, “desenhe a parte que você mais gostou”.


Assim contar história não se faz apenas uma rotina, mas sim um instrumento de aprendizagem e desenvolvimento.


Obs. Essas são apenas algumas idéias básicas, claro que outras idéias são aceitas e variações ocorram devido à cultura e realidade de cada um.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

BIOGRAFIA






Profº Max Junior;


Nascido em São Paulo no ano de 1988. De família brasileira, sua infância transcorreu sem problemas, o que lhe permitiu assentar as bases de sua formação intelectual, que mais tarde se revelaria em seus escritos.

O ano de 2005 marcou o inicio de seu trabalho com a educação, por meio de seu trabalho voluntário na EMEI “Sérgio Cardoso”.
Participou do programa “RECREIO NAS FÉRIAS” da prefeitura no ano de 2006 no qual atuou como educador. 
Em 2007, ainda na EMEI “Sérgio Cardoso”, passou a trabalhar como monitor no transporte escolar.

No segundo semestre de 2008 passou a cursar pedagogia pelo INSTITUTO SINGULARIDADES, que hoje esta classificado como o 2º melhor curso de pedagogia no país e no estado de São Paulo de acordo com o MEC.

1º semestre de 2009 deu uma capacitação para professores de uma Creche municipal, usando de oficinas e autores teóricos trouxe novas maneira de pensar sobre o desenvolvimento das crianças.
2º semestre de 2009. No mês de Setembro foi convidado para ser auxiliar de coordenação pedagógica em uma escola particular de Santo Amaro, recusou pois estava envolvido com mais uma de suas pesquisas sobre o desenho infantil e não teria tempo para conciliar tantas tarefas. 
Ainda no segundo semestre de 2009, observou durante 3 meses o trabalho realizado com uma 4ª série de uma escola publica estadual. 
Em 16 de Outubro de 2009, escreveu seu artigo intitulado “Brasil e o fracasso na educação”.
Aos 21 anos de idade, acompanhou o trabalho de uma 3ª série de uma escola municipal e continuou realizando alguns trabalhos pedagógicos na Emei "Sérgio Cardoso".
Em 27 de Março de 2010 foi convidado para dar formação continuada para 15 professores de uma escola pública, na região do Rio Bonito- São Paulo- SP.
Falando sobre o Desenho Infantil trouxe novas expectativas e olhares em relação aos desenhos produzidos pelos alunos.
Atualmente, está com 22 anos de idade e atuando como professor na EMEF "ENGº JOSÉ AMADEI" com uma sala de 1º ano.

"FAÇO PORQUE AMO;
AMO POR QUE FAÇO...
ENSINAR"
Escrito por: Fernando de Oliveira e Olivia Mashisck

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Brasil e o fracasso na educação...





É possível perceber o quanto a educação no país está precária.
Às vezes pelas más condições da escola, às vezes pela falta de interesse dos alunos e também pela má formação dos atuais profissionais que hoje ocupam as salas de aulas onde estão nossas crianças.
Ficou mais fácil mascarar o despreparo dos professores, uma vez que o termo “déficit
de aprendizagem” passou a ser amplamente utilizado, dando origem às doenças que tiram a responsabilidade dos professores e os afastam da sala de aula, ficando para o aluno a responsabilidade pelo fracasso.
Vendo por esse lado a questão da melhoria educacional dependeria então da medicina, ou seja, retiram-se os professores da sala de aula, entra a equipe médica, uma parte desta equipe cuida dos alunos e outra parte cuida dos professores, quando ambos estiverem “curados” sai a equipe médica e entra novamente a dos professores.


O governo por sua vez acabou por abandonar a escola fazendo com que esta seja a única responsável pelo fracasso no ensino.
Pior é saber que os que podem fazer algo, não fazem nada e usam de inúmeras desculpas para explicar a falta de investimento.
Não podemos continuar deixando que “desculpas” como essas sejam o suficiente para explicar o problema da educação... não existe mais tempo para procurar culpados, é hora de encontrar a solução.
Professores, mesmo tendo ensino superior, não são respeitados, não são bem pagos... não são ouvidos.
Melhor formação aos docentes, melhor salário... um olhar mais humano para esta causa!


Professor Max Junior



15 de outubro de 2009

O PROFESSOR SEMPRE ESTÁ ERRADO

Quando...
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta às aulas, é um "Caxias".
Precisa faltar, é "turista"
Conversa com outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama à atenção, é um grosso.
Não chama à atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances dos alunos.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, "deu mole".
É, o professor está sempre errado mas,
se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!


Será que é possivél comemorar o dia dos professores?



As bolas de papel na cabeça,



Os inúmeros diários para se corrigir,


As críticas, as noites mal dormidas...


Tudo isso não foi o suficiente


Para te fazer desistir do teu maior sonho:


Tornar possíveis os sonhos do mundo. (...)
 
Até quando?

meu perfil no orkut.
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=3105826525460219730

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Limites




Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos, os erros de nossos progenitores...

...e com o esforço de abolirmos os abusos do passado...
...somos os pais mais dedicados e compreensivos
mas, por outro lado...
...os mais bobos e inseguros que já houve na história.
O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca!
Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro.
Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais...
... E a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.
Os últimos que tivemos medo dos pais...
...e os primeiros que tememos os filhos.
Os últimos que cresceram sob o mando dos pais...
E os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.
E, o que é pior...
...os últimos que respeitamos nossos pais...
(Às vezes sem escolhas...)
•... E os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.

À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical...
...para o bem e para o mal.
Com efeito, antes se considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens, e os tratavam com o devido respeito.
E bons filhos, as crianças que eram formais, e veneravam seus pais, mas à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo...
...hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco os respeite.
E são os filhos, quem agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver.
E que além disso, que patrocinem no que necessitarem para tal fim.
Quer dizer os papéis se inverteram.

Agora são os pais que têm que agradar a seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso como no passado.
Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo”a seus filhos.
Dizem que os extremos se atraem... ...a debilidade do presente os preenche de medo e menos prezo...aos nos verem tão débeis e perdidos como eles.
Os filhos precisam perceber que durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter...
Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais...
... e de guiá-los, enquanto não sabem para onde vão...
É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.
Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.
Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando - os...
...e não atrás, carregando - os e rendidos às suas vontades.
Os limites abrigam o indivíduo.
Com amor ilimitado e profundo respeito.